10 curiosidades sobre o algodão e seu cultivo

Por Laís Benner

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O algodão é uma importante matéria prima para a fabricação de muitas coisas, que vão desde tecidos até medicamentos e explosivos. Fofinho e macio, ele é encontrado em muitos produtos, alguns deles de maneira “visível” e em outros, de maneira que nem sabemos que esse item faz parte dos materiais.

Veja 10 fatos sobre o algodão e seu cultivo:

1 – Seu nome vem do termo árabe “al-qu-Tum” (O Cotão), que significa pelo ou felpa que se desprende de certos tecidos. O povo árabe foi o primeiro a utilizar essa fibra para a fabricação de papéis e tecidos.

2 – Ele possui várias origens. As espécies mais comuns de algodão vieram da África Central, da península Arábica, do Paquistão e das Américas. As primeiras referências históricas a respeito dessa fibra foram escritas em sânscrito, no Código de Manu, legislação mais antiga da Índia.

3 – É da mesma família do quiabo e hibisco. Os três pertencem à família das Malvaceae. Uma de suas principais características é a presença de pelos ramificados ou escamosos. A flor do algodão ainda lembra uma flor de hibisco.

4 – Tamanho da fibra significa qualidade. O algodão de fibra longa, que é superior a 32,5 milímetros, é usado para a fabricação de tecidos finos e de luxo, como os famosos lençóis e toalhas de fios egípcios. Somente 3% da produção mundial de algodão é do tipo fibra longa e extralonga, cultivados no Egito, Estados Unidos e Peru. O restante da produção é de fibras curtas e médias.

5 – O Maior produtor mundial é a Índia. Eles são responsáveis por um quarto da produção de algodão do planeta. Na última safra, o país colheu quase 6 milhões de toneladas da fibra. Em seguida, vem China (20% da produção mundial), EUA (17%), Paquistão (7,5%), Brasil (6,2%) e outros produtores somam juntos 24,3%.

6 – Os indígenas foram os primeiros a utilizarem o algodão no Brasil. Pouco sabe-se sobre o início da história do algodão no país, mas quando os primeiros europeus aqui desembarcaram, já havia indícios desse cultivo em solo brasileiro. A exploração comercial dessa fibra no país foi iniciada em 1750, no Nordeste, sucedendo as atividades de mineração.

7 – Bahia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são os estados brasileiros que lideram a produção de algodão. O cultivo no MT corresponde a quase 67% da produção no Brasil. Em seguida vem BA e MS. Os outros estados que cultivam a fibra são Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Tocantins, Roraima e São Paulo. Estima-se que 50% da produção brasileira é destinada a exportação.

8 – Quase 80% do algodão brasileiro são transgênicos. Segundo o Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), em 2016, 78,3% da produção era geneticamente modificada. No mundo inteiro, a taxa de adoção aos transgênicos é de 64%. Atualmente no Brasil há 15 tipos diferentes de algodão sendo cultivados, sendo que nove deles são altamente resistentes a insetos.

9 – Algodão naturalmente colorido existe. Algumas variedades de algodão podem conter a coloração bege, caqui e marrom. Há registros também de espécies que produzem fibras nas cores roxa, vermelha, verde, rosa, cinza e azul, porém, são curtas demais, sem condições para fiação.

10 – O algodão também é usado na fabricação de óleo, ração e até explosivos. A pluma dessa planta é utilizada basicamente na indústria têxtil, mas os caroços podem ser aproveitados na produção de óleo comestível, biodiesel e em misturas para rações animais e adubos. O algodão hidrófilo ainda é usado na indústria farmacêutica, para a fabricação de curativos, materiais de cirurgia, além de produtos de higiene e limpeza de pele. A celulose da planta também pode ser reaproveitada, servindo para a fabricação de papel para a impressão de cédulas de dinheiro.

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