Agroindústria: um setor que revela a força de superação das mulheres

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Em março comemoramos o Dia Internacional da Mulher, uma data dedicada a evidenciar a história de luta das mulheres por direitos iguais na sociedade. Há 72 anos a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou um acordo de princípios de igualdade entre homens e mulheres, como um leve movimento nessa busca por igualdade.

No entanto, até os dias de hoje, as mulheres enfrentam dificuldades e até preconceito, principalmente no mundo corporativo. Existe o senso comum de que algumas funções não são apropriadas para o sexo feminino e até mesmo a resistência de certas indústrias em confiar às mulheres cargos de alto escalão.

Porém, com uma história de luta e trabalho de conscientização, esses preceitos estão mudado ao longo dos anos e pode-se perceber isso observando empresas que abrem espaço para a atuação de mulheres em áreas predominadas por homens. A Diana Bionergia, que é uma das usinas clientes da Strider, por exemplo, leva muito à sério essa questão. A usina fica na Zona Rural de Avanhandava, em São Paulo, e abre espaço para colaboradoras que queiram enfrentar o desafio de crescer e aprender novas funções, sejam elas quais forem.

A própria gestão da usina é confiada a uma mulher, a Dr. Renata Junqueira, confirmando a ideia de que as mulheres são líderes por natureza. A acionista é também conselheira da empresa e possui um papel estratégico e motivacional junto à equipe da indústria. Ela explica que a Diana emprega colaboradoras em todos os processos, de operadora de colhedora a área financeira e administrativa. “Mas ainda há espaços a serem conquistados em alguns setores da empresa. É preciso continuar investindo em capacitação e lutando contra o preconceito”, ressalta.

A Diana Bionergia também investe em capacitação e educação, tanto para seus colaboradores quanto para a comunidade que a cerca. “Lembro que um dos nossos primeiros cursos de capacitação foi de elétrica básica para mulheres e colocamos o nome de ‘Pereirão’ em referência a personagem da novela, foi um sucesso”, lembra Renata.

Junqueira acredita que a luta contra a discriminação e a construção de uma sociedade mais justa deve começar na infância, por meio da educação. “Por isso a Diana oferece atenção especial à educação pública em parceria com alguns programas e os Parceiros da Educação.

Mulheres do agro de olho na tecnologia

Como acionista da Diana Bionergia, Junqueira apoia a implantação de plataformas digitais na empresa. Atualmente trabalham com soluções tecnológicas como a plataforma Strider, que permite ganho em confiabilidade, velocidade, transparência e assertividade no trabalho da indústria. Ela revela que a equipe do levantamento de pragas – que utiliza a plataforma – é composta basicamente por mulheres. São 20 colaboradoras e apenas um homem na equipe.

A agroindústria e seus desafios

A agroindústria ainda é um setor predominantemente masculino. A maioria dos cargos e funções são desempenhados por homens. Quando uma mulher se aventura a aprender e desempenhar certas funções em uma Usina de Bionergia, por exemplo, é comum enfrentar o estranhamento das pessoas ao redor.

Foi assim com Cléia de Oliveira Anhesini, que trabalha na Diana Bionergia há cinco anos. Ela desempenha a função de operadora de colhedora e é a única mulher – em meio aos 56 homens que trabalham na área.

Cléia precisou lidar com a descrença das pessoas em relação à sua competência para a função, mas contou com o apoio de muitas outras e da empresa, que além de oferecer a oportunidade também ofereceu um curso de qualificação para a colaboradora. Agora, ela só pensa em crescer e enfrentar novos desafios.

Outro exemplo de força surgiu da história de Márcia Margarete, que trabalha na Diana há dois anos. Ela dedica duas horas de sua rotina de trabalho, atualmente na função de serviços gerais, a aprender a profissão de cozedora.

A área é predominada por trabalhadores homens, o que faz com que a vontade de Márcia em desempenhar a função seja vista com espanto pelas pessoas. Por isso, uma vez ou outra, a colaboradora escuta comentários como “isso não é lugar pra você”, mas ela leva na esportiva e não se deixa abalar, permanecendo firme em seu objetivo: ser mais uma a popular o grupo de mulheres corajosas da Diana.

Neste grupo há espaço para todas as mulheres, desde que tenham força e coragem para argumentar contra o senso comum – de que as mulheres não podem desempenhar certas funções, por exemplo -, sejam destemidas, prontas para enfrentar desafios e agarrem as oportunidades de crescer.

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