Benefícios da certificação da soja são apresentados em evento do CAT

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Encerrar o ano com 65 mil hectares de soja certificados. Este é o objetivo do Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso) através do projeto Gente que Produz e Preserva. Nesta terça-feira, dia 5 de setembro, mais uma etapa foi desenvolvida. Produtores rurais já certificados, agricultores que querem certificar a propriedade e parceiros se reuniram para falar sobre “Certificação e padrões RTRS – Benefícios para os produtores”.

O produtor de grãos e pecuarista, Mário Wolf Filho, veio de longe para prestigiar o evento do CAT em Sorriso. O empresário rural é de Nova Canaã do Norte onde tem uma propriedade certificada há cerca de um ano. Ele afirma que o processo deu trabalho, mas se precisasse, faria tudo de novo. “É um caminho sem volta. Fazer as coisas certas, preservar o meio ambiente, atender as leis trabalhistas, pensar na sustentabilidade mudou a minha forma de produzir. Hoje consigo vender a minha produção certificada para grandes grupos alimentícios, que me pagam até um bônus pelo produto. Não vai demorar muito para a certificação ser obrigatória, pois o mercado está cada vez mais exigente assim como o consumidor, que quer saber de onde vem o produto que ele coloca na mesa”, comenta Mário Wolf.

A produtora que não vê a hora de estar certificada é Valquiria Ferrarin, de Sorriso. Ela afirma que o interesse pelo assunto começou depois de conhecer o projeto do CAT. Ela aproveitou o evento para esclarecer dúvidas e ver se está no caminho certo. “É esclarecedor esse tipo de encontro. Aqui consigo entender o que preciso adequar na fazenda e qual o prazo que tenho pra concluir esse trabalho. Pensei até que fosse mais complexo para garantir a certificação, mas vejo que não é um bicho de sete cabeças. Talvez a parte mais difícil mesmo seja a adequação física que a propriedade precisa, porém são mudanças necessárias e importantes para o bom desenvolvimento no campo”.

Assim como Mário Wolf, Valquiria Ferrarin também acredita que em breve, talvez entre 3 e 4 anos, a certificação se torne uma exigência. “Mesmo que eu ainda esteja nesse processo de certificação, vejo que quem já está trabalhando, com certeza está há um passo a frente”.

O consultor externo da RTRS, Cid Sanches, garante que Mário e Valquiria estão sim no caminho certo. O profissional percorre o Brasil para certificar propriedades rurais, e pela experiência de campo, afirma que todos os que já conseguiram esse título estão muito satisfeitos. “A certificação dá mais segurança na gestão da fazenda, melhora o processo produtivo, a propriedade certificada é mais bem vista pelas instituições financeiras e pelos órgãos de fiscalização. A certificação possibilita não só uma valorização no grão de soja, mas também amplia o leque de possibilidades de comercialização direta com grandes compradores de soja e de indústrias alimentícias”.

Cid Sanches foi um dos palestrantes do evento promovido pelo CAT. Por ser representante da certificadora, ele esclareceu diversas dúvidas de produtores, a exemplo de começar a traçar um diagnóstico do que está certo e do que está errado na propriedade. E é justamente nesse processo que entra outro profissional convidado pelo CAT para o evento: Fábio Beltrame Magalhães, gerente operacional na Control Union. Fábio trabalha como auditor e ajuda os produtores na certificação. Para ele, iniciativas como a do Clube Amigos da Terra são exemplos para o País. “Incentivar que o produtor siga as legislações e produza com consciência é muito bom para o agronegócio. É o que o CAT vem fazendo. Neste evento, por exemplo, conseguimos desmitificar a certificação, que para muitos agricultores parece ser algo impossível. A gente vem pra mostrar que é muito mais fácil do que se imagina. Em média, a certificação é emitida entre 6 meses a um ano após o início do processo”.

Parceiros e incentivadores não faltam para o produtor buscar a certificação. A representante da Strider, que é uma empresa especializada em desenvolvimento de inovações tecnológicas para o mercado agrícola, Renata Mendes, mostrou como a tecnologia pode ajudar o produtor nesse processo de certificação. “Um dos itens que o agricultor precisa cumprir é mostrar quais são as formas de controles, seja de pragas, da equipe de funcionários, enfim. Nesta apresentação pude mostrar que aplicativos são muito uteis, pois através deles é possível emitir todos os relatórios, analisar resultados, e ainda com essa tecnologia, conseguimos fazer a aplicação de defensivos precisa, contribuindo com a produtividade, evitando desperdícios e preservando o meio ambiente”.

Representando outra instituição parceira do CAT, a Bayer, o engenheiro agrônomo Edinaldo Feltrin falou sobre o programa “Valore”, que também é um certificador de boas práticas agrícolas. Segundo o profissional, um dos objetivos do programa é agregar valor à cadeia produtiva e assegurar a competitividade do produtor brasileiro, por meio do acompanhamento rigoroso do processo de produção agrícola. E tudo isso pode ser feito através do resgate no programa de pontos da Bayer.

Para o presidente do Clube Amigos da Terra, e também produtor certificado, Darcy Ferrarin, o CAT tem auxiliado os produtores na conscientização de uma produção sustentável, que respeita o meio ambiente e os funcionários da fazenda. “Aos poucos o produtor está entendendo essa necessidade da certificação. Ele investe na fazenda para se adequar, mas a longo prazo ele é recompensado através da abertura de novos mercados e bonificações. O produtor brasileiro é reconhecido mundialmente pelo potencial, que é imenso. Estamos cada vez mais conscientes de que é preciso produzir com qualidade e sustentabilidade”, finalizou Darcy Ferrarin.

Hoje Sorriso é reconhecida em todo o mundo pela produção de soja. São mais de 600 mil hectares de área destinada a oleaginosa. Desse total, até agora, 40 mil hectares são de propriedades certificadas. A intenção do CAT é dobrar esse número ainda em 2017.

Apoio:

O projeto “Gente que Produz e Preserva”, do Clube Amigos da Terra, o CAT, está sendo desenvolvido em parceria com a WWF Brasil.

Contato:

Os interessados em fazer parte do projeto devem entrar em contato com o CAT que fica na sala anexa ao Sindicato Rural de Sorriso. O telefone para informações é o (66) 3544-3379.

Visite também o nosso site www.catsorriso.com.br nele é possível conhecer o projeto e ter acesso ao guia passo a passo para se tornar um produtor de soja RTRS.
Texto: Assessoria de comunicação CAT Sorriso
Fonte: CAT – Clube Amigos da Terra

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