Broca-do-café: 12 razões para realizar o manejo integrado

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Artigo original do site SF Agro 

A broca-do-café é uma das principais pragas que ameaçam a cafeicultura brasileira. Para contornar as ameaças da praga, algumas medidas simples podem ser adotadas pelo produtor para evitar prejuízos nas próximas safras e não impactar a qualidade do café ao consumidor final.

O ataque da broca traz perdas significativas do peso dos grãos brocados, além de provocar a queda prematura dos frutos. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as perdas em peso podem chegar a 20% em momentos de alta infestação. Há também perda na qualidade devido ao aumento do número de grãos brocados, o que deprecia o produto durante a classificação física.

Confira orientações para realizar corretamente o manejo integrado da broca e manter a lavoura protegida:

1 – Prejuízos no cafezal
Além de provocar a queda prematura dos grãos, o ataque da broca traz perdas significativas do peso dos grãos brocados. As perdas em peso podem chegar a 20% em momentos de alta infestação. Verifica-se também a perda qualitativa, devido ao aumento do número de grãos brocados, o que deprecia o produto durante a classificação física. Além dos furos tornarem porta de entrada para microrganismos.

2 – Conheça a broca-do-café
A broca-do-cafeeiro (Hypothenemus hampei) é um besouro (Coleoptera: Scolytidae). As fêmeas adultas medem aproximadamente 1,7mm de comprimento e 0,7mm de largura e são elas que atacam a coroa do fruto, perfuram os grãos e ali depositam seus ovos. As larvas que nascem desses ovos se alimentam dos grãos do café, o que os danifica ou destrói completamente.

3 – Período de infestação
A intensidade de infestação da broca é maior no período com ocorrência de frutos “chumbão” na planta, o que muda de região para região a depender da época de floração.

4 – Alta infestação
O monitoramento deve ocorrer de forma preventiva no “período de trânsito” da praga, que ocorre de 80 a 90 dias após a floração. Recomenda-se o monitoramento mensal da praga. Porém, em períodos de alta infestação o monitoramento deverá ocorrer quinzenalmente.

5 – Monitoramento de pragas
O monitoramento da broca pode ser feito por meio da contagem de frutos ou utilizando armadilhas. O monitoramento contando frutos é feito pela avaliação de 20 plantas/hectare, em “zigue-zague”. Ao avaliar as plantas, deve-se coletar uma amostra de 100 frutos/planta e realizar a contagem dos grãos brocados e não brocados. Já no monitoramento por armadilha, deve-se utilizar 1 armadilha/hectare com cairomônio.

6 – Nível de controle
O controle será feito caso o percentual de frutos brocados exceda a 3%, para o método de contagem. Já para o método de amostragem por armadilha, ele será feito caso seja verificada uma média de insetos adultos/ armadilha superior a 100.

7 – Monitoramento dos dados
Deve-se manter atualizadas as informações de todos os talhões da propriedade. Com o monitoramento constante, o controle poderá ser feito talhão por talhão, ao passo que o ataque não ocorre de forma homogênea em toda a área, reduzindo assim os custos de controle.

8 – Condições que favorecem a praga
A ocorrência de chuva no inverno, os cultivos adensados, baixa incidência de luz e pouco arejamento são condições que favorecem o desenvolvimento dessa praga. Qualquer manejo que visa à alteração dessas condições será benéfico no controle da broca-do-café.

9 – Controle comportamental
Em propriedades menores, o controle da broca-do-café pode ser feito utitizando-se de armadilhas alternativas. As armadilhas podem ser construídas com garrafas pet pintadas com a cor vermelha. A substância atraente dos insetos pode ser feita com a mistura de 1:3 de etanol e metanol, acrescida de 1% de ácido benzoico. Para o controle eficiente recomenda-se a utilização de 30 armadilhas por hectare. De acordo com as orientações, a substância atraente deve ser substituída a cada duas semanas.

10 – Controle químico convencional
Deve ocorrer quando, ao monitorar a praga, a infestação atingiu o nível de controle. O controle deverá ser feito com inseticidas registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Deve-se priorizar o uso dos produtos com maior eficiência de controle, menor toxicidade e que ofereçam o menor impacto ao meio ambiente e ao aplicador. A observação da época de aplicação, dose recomendada, tecnologia de aplicação, período de carência são primordiais ao utilizar essa tecnologia. O aplicador sempre deve usar os equipamentos de proteção individual (EPI). É importante o treinamento dos aplicadores e o cumprimento das normas de armazenamento de produtos e descarte de embalagens.

11 – Controle biológico da broca-do-café
Os tratos culturais e práticas de cultivo que favorecem a manutenção dos inimigos naturais beneficiam o controle da praga. Para os sistemas de cultivo que não utilizam produtos agroquímicos, os produtores podem fazer uso da pulverização com o fungo Beaveuria bassiana, que é um entomopatogênico dessa praga.

12 – Manejo cultural da lavoura
A colheita bem feita, com a retirada de frutos da planta e do chão reduz a possibilidade de sobrevivência dessa praga para a próxima safra. Ao evitar que o ciclo se complete, consequentemente, apo- pulação da praga na área será reduzida.

Fonte: CNA/ Uol

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