Campeões de produtividade investem em alta tecnologia

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O planeta passa por um aumento de demanda por alimentos como resultado do crescimento populacional, que vai chegar a 9,7 bilhões em 2050. Neste cenário, a agricultura brasileira é fundamental para garantir esta oferta alimentícia, só que produzida de maneira sustentável, ou seja sem abertura de novas fronteiras agrícolas. E a palavra-chave de tudo é só uma: tecnologia, para produzir mais e no mesmo espaço.

A ciência e a gestão fazem parte da cadeia agro em diversos momentos. Defensivos estão com combinações de ativos na formulação para proteger a planta, drones mapeiam fazendas inteiras e as máquinas agrícolas já saem de fábrica com, no mínimo, piloto automático. Tudo isso proporciona uma produtividade recorde e mostra como será a fazenda do futuro: científica, conectada, com gestão profissional e muito rentável. Fortalecendo estas expectativas, estão os filhos dos agricultores que voltam ao campo após fazer faculdade e querem aplicar em suas propriedades o que aprenderam.

Esta é a história da família que venceu o desafio de produtividade do Comitê Estratégico Soja Brasil, os Seitz. Em sua fazenda, em Guarapuava (PR), eles colheram 149 sacas por hectare. Isso significa quase três vezes a média nacional, que é de 50 sacas por hectare. Marcos Seitz se formou em agronomia e voltou para a fazenda com o conceito de agricultura de precisão incorporado em suas práticas.

“A tecnologia trouxe um incremento na produtividade. Utilizamos colheitadeiras, pulverizadores, tratores e plantadeiras da John Deere com recursos tecnológicos como piloto automático e solução para gestão online de frota. Investir em equipamentos com todos estes recursos significa mais resultado em menos tempo, com maior disponibilidade”, diz Seitz.

O produtor comenta que “é importante no plantio seguir uma velocidade adequada para a sua região, pois quem erra menos perde menos. As plantadeiras da John Deere nos proporcionam maior qualidade de plantio (10 sacas de soja a mais) e as colheitadeiras têm menos perda e mais horas colhidas durante o dia”, afirma. “No próximo concurso tentaremos manter o nosso time, já que trabalhamos com bons colaboradores e boas máquinas”.

O vencedor da região Sudeste, José Renato Nunes, que produz em Capão Bonito (SP), revela que se planejou para esta competição desde o preparo de solo e manejo de lavoura. “A cada ano aparecem novidades em sementes, fertilizantes e máquinas agrícolas cada vez mais modernas, então o produtor tem que ser detalhista e competitivo. Isso tudo resulta em aumento de produção por meio da agricultura de precisão. Estamos confiantes para a competição do ano que vem e iremos com novas ideias”, diz.

“Antigamente, era muito difícil produzir porque não tinha investimento em tecnologia, semente e maquinário. Hoje, é possível fazer um planejamento adequado e plantar com mais qualidade a partir destes recursos. Conseguimos produzir 122 sacas por hectare a partir do investimento nas máquinas e qualificação dos operadores”, diz Elton Zanella, o campeão da região Centro-Oeste, que produz soja em Campos de Júlio (MT).

O campeão na categoria irrigado, Octaviano Camargo Silva, de Bernardino de Campos (SP) concorda com Zanella sobre as dificuldades que enfrentavam no passado. “Antes era tudo muito complicado em termos de autonomia e capacidade das máquinas. Atualmente, nós temos piloto automático, que permite que o operador se preocupe com decisões mais importantes e também que o plantio e colheita sejam feitos com mais qualidade. Para vencer o desafio CESB tivemos que focar na mão de obra e nas máquinas, foi importante este papel de nos instigar para aumentar a produção”, diz.

O vencedor das regiões Norte e Nordeste, Almir Ficagna, de Luis Eduardo Magalhães (BA) também recorda a diferença que a tecnologia fez na vida dos produtores. “A gente trabalhava com o trator para produzir 9 ou 10 hectares por dia, agora os equipamentos nos permitem ter o mesmo resultado em pouco mais de uma hora de trabalho. Por isso, estamos trabalhando com agricultura de precisão. Um bom planejamento antes do plantio é essencial. Os equipamentos da John Deere têm agregado muito na minha história de agricultor, pois tem me trazido uma tecnologia de alto nível. Queremos continuar participando do desafio CESB, sabemos que tem uma pressão, mas é também uma conquista”, conta.

Realizado por uma entidade sem fins lucrativos (Comitê Estratégico Soja Brasil-CESB), o concurso desafia o produtor rural a superar sua produtividade e gera novas pesquisas e tecnologias para ampliar a produção nacional. O CESB é formado por profissionais e pesquisadores de diversas áreas, que se uniram para trabalhar estrategicamente e utilizar os conhecimentos adquiridos nas suas respectivas carreiras em prol da sojicultura nacional.

Fonte: Grupo Cultivar

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