Começar bem para terminar bem

Por Luis Demant

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A busca do agricultor pelo aumento da produtividade é constante, mas torna-se ainda mais valorizada em momentos de alta remuneração da cultura. É o que ocorre no momento com a soja, entre outros produtos, que experimentam alta nos preços internacionais e valorização em reais com a depreciação da moeda.

Essa longa jornada por cada quilo de produtividade começa bem antes do plantio, desde a escolha das variedades a serem plantadas, e segue para a etapa da escolha do tratamento de sementes. Seja na unidade de beneficiamento ou na própria fazenda, o tratamento da semente de soja é fundamental para garantir o estande e o arranque desejados. É crucial ter em mente que uma redução do estande em relação ao número de plantas desejado por metro eleva significativamente o custo por quilo produzido. Afinal, todos os investimentos antes e após o plantio serão divididos por um número menor de plantas: cada quilo de adubo, cada litro de cada defensivo agrícola, cada litro de diesel e cada hora de mão de obra aplicada sobre aquele hectare serão os mesmos, tendo a população adequada ou não de plantas.

Por isso é importante, no momento do plantio, olhar para a proteção da semente como um todo. Não basta pensar apenas no tratamento contra insetos, mas também contra fungos e doenças. Estudos indicam que o número final de plantas em áreas não tratadas com fungicida na semente chegam a ser 20% menores do que onde há o tratamento.

O fungicida protege a semente tanto de patógenos eventualmente presentes na própria semente quanto daqueles presentes no solo, impedindo assim a proliferação das doenças e seu ataque às plantas em desenvolvimento inicial. O manejo integrado deve, portanto, começar com a escolha da semente, e seguir obrigatoriamente pelo tratamento da mesma com um fungicida que proteja a planta contra todos os principais fungos transmissores de doenças: Phomopsis spp.; Colletotrichum truncatum (antracnose); Cercospora kikuchii (mancha púrpura); Cercospora sojina (Mancha “olho-de-rã”); Rhizoctonia solani(tombamento e morte em reboleira); Sclerotinia sclerotiorum (Podridão branca da haste e da vagem); Fusarium semitectum; Aspergillus spp.; e Penicillium spp.

Mesmo em regiões onde alguns destes fungos não são um problema econômico atual, o uso de um fungicida de amplo espectro no tratamento da semente contribui para a redução do potencial de inóculo de doenças na área. Em outras palavras, proteger a semente é proteger também o solo contra a proliferação de patógenos que, safra após safra, podem aumentar sua população. Se hoje determinada doença não é problema no início do ciclo, o tratamento da semente com um fungicida que proteja contra esse patógeno ajuda para que ele não venha a causar dano econômico no futuro.

Um exemplo claro é a ação sobre a antracnose na soja. Apesar de essa doença ocorrer com maior intensidade na parte aérea das plantas e em um momento avançado do ciclo, o adequado tratamento de semente com o fungicida reduz a incidência da doença nos cotilédones, por exemplo. Uma vez que os cotilédones estão protegidos ao caírem no solo, eles não promovem o estabelecimento da fonte inicial de inóculo da doença. Essa redução de inóculo inicial reflete diretamente na melhor proteção da parte aérea da planta o que resulta na manutenção da produtividade com a redução das perdas.

Clique aqui para ler a matéria de Luis Demant sobre no Grupo Cultivar.

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