Como reduzir a incidência de plantas daninhas que afetam a produtividade

Por Roberta Silveira

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As perdas provocadas pela incidência de plantas daninhas podem causar reduções que variam conforme a intensidade, época de ocorrência e espécie. As invasoras, como a buva e o capim-amargoso, são plantas de difícil controle e altamente prejudiciais ao desenvolvimento dos cultivos, pois são muito agressivas e competem por água, luz, nutrientes e espaço. Também reduzem a qualidade dos grãos, provocam maturação desuniforme, dificultam o processo de colheita e servem de hospedeiras para pragas e doenças.

“Na soja, se não forem controladas, as perdas de produtividade podem superar 80%, principalmente se ocorrerem no estágio inicial do desenvolvimento da cultura. É importante que os agricultores pensem no sistema produtivo como um todo e utilizem todas as ferramentas que envolvam boas práticas agrícolas durante o ano todo. Dessa forma, terão um manejo eficiente sem perder produtividade e qualidade”, destaca Sérgio Zambon, gerente sênior de Desenvolvimento Técnico da Basf.

Manejo químico

O uso de herbicida é uma importante ferramenta de controle. Para um manejo mais eficiente, o agricultor deve utilizar os produtos de forma rotacionada com diferentes mecanismos de ação associados a outras práticas culturais que favoreçam o desenvolvimento e potencial produtivo das culturas.

Qualidade de aplicação

Para ter um controle mais efetivo é importante que o agricultor utilize equipamentos que permitam que o produto utilizado atinja o alvo desejado de forma assertiva. Certifique-se que as pontas dos pulverizadores estão em bom estado, respeite as dosagens e a taxa de aplicação adequada para cada estágio da cultura.

Condições climáticas 

As plantas daninhas são influenciadas diretamente por fatores climáticos. Por exemplo, invernos mais úmidos e menos rigorosos são mais favoráveis para o aumento da população das plantas daninhas que devem ser controladas antes, durante e após a semeadura da soja.

Rotação de culturas 

A rotação de culturas contribui para que algumas plantas daninhas não se tornem resistentes a um determinado herbicida. O ponto chave do manejo de plantas daninhas em rotação de culturas é a semeadura direta sobre a palhada da cultura anterior. Isso porque o não revolvimento do solo faz com que as sementes de plantas daninhas não sejam expostas a superfície, permanecendo em profundidade, não permitindo que algumas espécies germinem.

Cobertura morta sobre o solo

O uso de cobertura morta como palhada ajuda a reduzir a germinação de plantas daninhas que necessitam de radiação solar direta para iniciar o seu desenvolvimento.

31º Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas

A Basf participou do 31º Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas que ocorreu no Rio de Janeiro e reuniu pesquisadores e consultores para discutir os desafios e perspectivas do setor. A empresa apresentou dois novos herbicidas para o manejo de plantas daninhas de difícil controle: Atectra  para controle da buva e Amplexus para o manejo do capim-amargoso.

De acordo com Donizete Fornarolli, engenheiro agrônomo e professor na Unifil, é muito importante conhecer o histórico da área, as espécies que são frequentes, a densidade delas e se há biótipos resistentes a herbicidas. Essas práticas auxiliam na  definição do manejo que será realizado, tanto durante a safra, quanto na entressafra, a fim de fazer um planejamento que visa ser eficiente e mais sustentável.

Leia mais matérias como essa de Roberta Silveira para o Grupo Cultivar. 

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