De seguidor à líder: conversa sobre inovação no agro começa no Brasil

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por Luiz Tângari

Há alguns dias, a Forbes listou a Strider como uma das 25 AgTechs mais inovadoras do mundo. É claro que esse reconhecimento trouxe uma satisfação enorme, não só para quem faz parte da equipe e desenvolve as ferramentas da empresa, mas também para outros colegas que atuam no mercado de tecnologia para a agricultura no Brasil.

Sabemos que é muito raro ver empresas do Brasil, e de outros países periféricos ganharem prêmios de destaque em “inovação”. Mas, no setor agro isso é possível porque ele está constantemente exposto à oportunidades. Nele, nasceu uma geração de empresas – as AgTechs – completamente focadas em explorar essas oportunidades.

Uma maneira de mostrar e medir a velocidade e a forma de adoção de tecnologia é a chamada “curva
de adoção”:

Os primeiros a adotar tecnologia são os inovadores e os primeiros adeptos, que gostam de testar protótipos e desenvolver ideias. Neste grupo está a maioria dos produtores que usam drones regularmente.

À medida em que a oferta de tecnologia vai amadurecendo, e os primeiros produtos começam a ganhar escala entre os ‘usuários de vanguarda’, eles ficam mais abertos a assumir riscos de produtos ainda não usados largamente no mercado. Até 2015 a maioria dos clientes da Strider estava neste grupo.

Depois vem a “primeira maioria”, que acompanha o uso dos primeiros e adotam a tecnologia depois de vê-la funcionando. A “segunda maioria” usa a tecnologia depois que ela se torna padrão e, finalmente, os “últimos” que retardam ao máximo a adoção.

Agora vem a parte mais interessante: na maior parte dos processos de inovação, o ciclo começa em países como os Estados Unidos, e outros da Europa ou Ásia, mas só chega no Brasil quando está no estágio “segunda maioria”. Como merca do, temos um papel exclusivamente de “seguidores” para vários tipos de inovação.

Tecnologias como realidade virtual de empresas como a Rift e Oculus estão conquistando seus primeiros usuários (a vanguarda) mundo afora e são praticamente desconhecidas no Brasil. Quando chegarem aqui já terão vencido todo o ciclo em outros países.

Mas, na agricultura é diferente. O Brasil sai do lugar de mero seguidor das novidades que chegam de fora.

Esse é um dos poucos setores dos quais participamos ativamente na construção do cenário de inovação. Temos as maiores fazendas do mundo, que apresentam grandes desafios de gestão e precisam produzir com eficácia e isso faz com que a batalha de inovação para a agricultura aconteça aqui!

 

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