A força do agro

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Tecnologia e agricultura sempre caminharam juntas. Por volta do ano 1.500 a.c surgia o primeiro arado. A invenção aumentou a produtividade e é considerada hoje um marco da Revolução Agrícola.

O termômetro para a inovação despontar é o momento histórico em que vive o mundo e seus povos. “A agricultura sempre usou as melhores e mais modernas tecnologias para o momento que está vivendo”, afirma Abimael Cereda Junior, líder de Ciência e Pesquisa na empresa Imagem.

Para o especialista, produtores e empresas que não se apropriarem dos recursos que a tecnologia oferece, e que não pensarem em plataformas de integração, ficarão para trás. A consequência será perda e produtividade, rentabilidade e até mesmo nas certificações da produção. Mas este não é o caso da SLC Agrícola. Fundada em 1977 pelo Grupo SLC, a empresa é produtora de commodities agrícolas, e nos últimos anos, está passando por um processo de migração para agricultura digital.

DECISÃO NA PALMA DA MÃO

Gustavo Lunardi, diretor de Produção e Suprimentos da SLC, explica que hoje a agricultura de precisão já é aplicada em 60% dos 400 mil ha de plantio de commodities. A tecnologia envolve uso de equipamentos e maquinários com GPS e satélite, e a meta da empresa é ter a safra de 2021 cem por cento digitalizada. “A agricultura digital é a agricultura do futuro. A agricultura em que poderemos tomar decisão em qualquer lugar do mundo, apenas com um tablet na mão,” afirma.

O uso das tecnologias traz economia para as empresas que as adotam quase que imediatamente.
Para o diretor, a digitalização trará benefícios para gestão e reflexo no faturamento. “O processo vai nos trazer
redução dos custos de produção e aumento de produtividade, uma vez que faremos correções de rota e tomaremos decisões mais rápidas, gerando resultados mais assertivos”, comenta.

Na visão do especialista Abimael Cereda, em qualquer momento que exista implementação de tecnologias, ou melhoria de procedimentos, o resultado é a otimização. “Se temos uma série de variáveis e dados, e integramos em uma plataforma digital, isso trará, no mínimo, economia no processo”, sugere.

INTELIGÊNCIA COLABORATIVA

Em tempos de economia instável, empresas buscam soluções cada vez mais vantajosas para aumentar sua produtividade, e a inovação parece ser o primeiro caminho para crescer. “O Brasil encerra 2017 com 240 milhões de toneladas de grãos produzidos. São números espetaculares, que projetam o nosso país no cenário internacional. Sem tecnologia, nada disso seria possível.” diz Jorge Espanha, presidente da Associação
Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA).

O agronegócio vive um momento positivo, agregador e plural. A 7ª Pesquisa Hábitos do Produtor Rural, iniciativa da ABMRA, mostra que os mais jovens estão ficando nas fazendas para ajudar na gestão e a mulher já representa 31% no comando das empresas rurais. São novas vozes, que querem mostrar a sua maneira de ver a produção. O conhecimento passa também a ser compartilhado com toda equipe, por meio de plataformas de integração, aumentando a capacidade produtiva.

SEM BARREIRAS

É certo que o agronegócio está impulsionando o desenvolvimento e a inovação, mas ainda existe muito a ser adaptado para que toda inteligência digital seja bem utilizada. Por outro lado, diariamente novas ferramentas tecnológicas despontam no mercado. “As startups fazem um trabalho fantástico para agilizar e simplificar operações no agronegócio até bem pouco tempo atrás complexas. O céu literalmente é o limite”, confirma Jorge Espanha.

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