Frota aeroagrícola brasileira chega a 2.115 aeronaves

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Por Gabriel Colle
Diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag)

Um setor altamente especializado da aviação e talvez o que mais exija perícia e boa formação de seus pilotos, a aviação agrícola está presente no País desde 1947 – o primeiro voo ocorreu em Pelotas/RS, para combater nuvens de gafanhotos. Atualmente, o Brasil tem a segunda maior frota aeroagrícola do planeta. São 2.115 aeronaves (2.108 aviões e sete helicópteros), de acordo com o estudo concluído em fevereiro pelo engenheiro agrônomo e consultor do Sindag Eduardo Cordeiro de Araújo, a partir de números levantados em janeiro, junto ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Os dados apontam um crescimento de 1,5% (32 aeronaves) na frota aeroagrícola em 2017. O que representa ainda um acumulado de 46,2% nos últimos 10 anos. Não por acaso, o ranking com 22 Estados, o Mato Grosso continua liderando, com 464 aeronaves registradas, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 427 aviões, e tendo São Paulo em terceiro, com 312 aeronaves. O que demonstra a importância da ferramenta para a produção da soja no Centro-Oeste, da cana-de-açúcar no Sudeste e do Arroz no Sul.

Na divisão por tipos de operadores, as 244 empresas de aviação agrícola existentes no País (das quais três operam helicópteros) detêm quase 68% da frota nacional, abrangendo 1.435 aeronaves. Outros 659 aviões estão divididos entre 565 operadores privados – agricultores e cooperativas que têm seus próprios aparelhos. Já os 21 aviões restantes são pertencentes aos governos federal, estaduais ou do Distrito Federal (por exemplo, aeronaves de bombeiros, usadas contra incêndios florestais).

A frota brasileira está atrás apenas dos Estados Unidos, que possuem 3,6 mil aeronaves agrícolas. Outras duas potências continentais, o México conta com cerca de 2 mil aviões e helicópteros agrícolas e a Argentina tem em torno de 1,2 mil aeronaves atuando no setor. Ou seja, por mais que se analisem números, todos os indicativos mostram que a aviação está intimamente ligada a alta produtividade, aliando eficiência à diminuição de custos.

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