Manejo dos cafezais: benéfico para o ecossistema e para o consumidor

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A cafeicultura evoluiu para distintos sistemas de produção. Na biologia, a maior riqueza é a diversidade. Diferentes formas de manejo dos cafezais podem ofertar cafés para a pluralidade de demandas do exigente mercado consumidor.

Neste artigo iniciaremos a apresentação de algumas formas de manejo para a cafeicultura deste terceiro milênio, com base nas tecnologias de vanguarda, sem prejuízo do conhecimento acumulado nos milênios passados, formando “blends” científicos, analogamente aos melhores cafés misturados para buscar a bebida ideal para cada análise sensorial. Hoje falaremos dos sistemas agroflorestais ou agroecossistemas.

Os ecossistemas possuem um equilíbrio natural, com ciclagem de matéria e energia em uma velocidade especial. Quando combinado com a agricultura, forma o agroecossistema. Assim, parte da produtividade retirada dos sistema, carrega nutrientes, que se não forem restituídos, formarão um processo de manejo não sustentável.

Mas como restituir os nutrientes do agroecossistema?

Esta é uma das principais características que diferencia as formas de manejo dos cafezais. Os sistemas agroflorestais, como a combinação de cafeeiros com espécies florestais, busca reequilibrar a ciclagem de matéria e energia com base nos biomas. Portanto, também recomenda-se o aumento de biodiversidade e redução dos desequilíbrios, garantindo a diversificação dos bens produzidos, café, madeira e outros produtos das espécies escolhidas (diferentes sabores, aromas, enfim, matérias primas para muitos usos em função das espécies de árvores escolhidas).

Sistemas agroflorestais

Além da qualidade do café, essa modalidade sincroniza também alguns aspectos demandados pelo consumidor moderno, como a preservação da natureza. Os sistemas agroflorestais possibilitam ressintonizar a mineralogia com a vida, por meio da busca pela otimização de processos físico, químicos e biológicos.

É necessários conhecimento amplo e plural da relação custo x benefício dessa função de produção, pois não se trata apenas de gastos por hectare de produtos agropecuários, mas de incluir todos os serviços ecossistêmicos para a preservação ambiental. E, se a relação zelosa com a natureza não for suficiente,  posso garantir que o mercado e o consumidor já são muito muito exigentes!

Por Marihus Altoé Baldotto  – Professor da Universidade Federal de Viçosa

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