Plantio Direto: a aliança entre ciência e prática

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Operações antigas como aragem e gradagem foram praticamente extintas no processo de produção da agricultura brasileira, e deram espaço ao Sistema de Plantio Direto (SPD), divisor de águas para a produtividade e que tem servido de exemplo para o mundo inteiro. Porém, mesmo estando cada vez mais consolidado nas lavouras, a técnica ainda é deixada de lado quando o assunto é plantas daninhas.

No dia a dia da lavoura, em determinados momentos, a dificuldade de exterminar a buva e o capim amargoso, por exemplo, provoca no produtor rural o instinto de voltar às práticas obsoletas, na tentativa do controle. Quando a incidência das plantas daninhas está muito crítica, alguns agricultores passam a grade para obter uma solução de curto prazo, entretanto se esquecem de quantificar as perdas do solo e não levam em consideração que as plantas daninhas, no intervalo entre uma safra e outra, podem voltar a aparecer.

O conceito de SPD defende que, após a colheita, a palhada deve permanecer intacta sobre o solo e vai se transformando em matéria orgânica. Ao praticar a gradagem, o produtor elimina as plantas daninhas, mas acaba desestruturando as propriedades físicas do solo. Por isso, dizemos que o plantio direto é uma prática que trouxemos do passado e nos leva ao futuro, pois proporciona mais qualidade do solo e também é indicado na rotação de culturas auxiliando no manejo de pragas e doenças.

O controle das plantas daninhas por meio do plantio direto exige conhecimento de banco de sementes do solo e deve reunir métodos integrados de controle rotacionando herbicidas com diferentes modos de ação. Por ser uma prática que demanda estudo e conhecimento, o produtor rural precisa estar bem amparado por consultores que indiquem as melhores ferramentas para boas práticas agrícolas.

À medida que as necessidades de melhor manejo e investimento em tecnologia para solo, sementes e defensivos vão surgindo, o agricultor brasileiro busca soluções que vão ao encontro da sustentabilidade. Ciências como plantio direto, a rotação e a integração de culturas são práticas que partem do pioneirismo brasileiro e precisam ser reconhecidas e passadas adiante, pois promovem as boas práticas e não agridem o meio ambiente.

Ao enxergar a necessidade desta difusão de conhecimento e a criação da cadeia de informação entre produtores, serviços de consultoria são oferecidos pela Bayer por meio da Rede AgroServices e do Programa de Pontos. Assim, agricultores que são cadastrados na plataforma de fidelização conseguem trocar pontos por treinamentos, consultorias e suporte técnico.

Este serviço é fornecido com o objetivo de respaldar o agricultor e informar sobre o que de fato é uma técnica sustentável, de que forma é possível prevenir e/ou exterminar plantas daninhas. Tudo isto respeitando as peculiaridades de cada produtor, suas culturas, região de cultivos e ferramentas disponíveis na propriedade.

Outra intenção de difusão de conhecimentos possível de encontrar nas regiões do Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins, e com previsão de chegada à Bahia, Piauí e Maranhão, é a União dos Agrônomos Independentes, projeto de assistência técnica ao agricultor.

Cada detalhe do manejo, incluindo também temas como tratamento de sementes, uniformidade de plantio e ainda aplicação correta de defensivos são atividades instruídas aos participantes do programa UAI, que enxergam a real necessidade da tecnologia no campo.

Logo, iniciativas de instrução de boas práticas já existem e precisam ser cada vez mais propagadas no campo. Nesta seara, é necessário entender de fato como a produção e a produtividade podem ser tornar mais rentável e assertiva, como é o caso do Sistema de Plantio Direto, e utilizar a difusão de conhecimento por meio da tríplice aliança entre ciência, produtor e comunicação.

Fonte: Mais Soja

Por Eduardo Martinez – Consultor de Desenvolvimento de Mercado da Bayer

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