Sensoriamento remoto: conheça as 4 principais análises e e saiba quando usá-las

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Listado como um dos avanços tecnológicos mais importantes para o estudo da superfície terrestre, o sensoriamento remoto é o conjunto de técnicas para realizar coleta de dados de uma superfície, sem a necessidade de um contato direto com ela.

Através da captação da radiação solar refletida pela Terra, o sensoriamento consegue extrair informações, por exemplo, de vegetação, irrigação e pragas, que podem ser transformadas em mapas e funcionam como banco de dados para análises futuras.

O sensoriamento começou a ser aperfeiçoado na época da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando era usado como ferramenta para reconhecimento da área do inimigo. Mas os avanços mostraram que esta tecnologia é de grande importância para o setor agrícola e de meio ambiente, sendo essencial para tomada de decisão de cientistas e produtores.

Com o desenvolvimento do sensoriamento, avançaram também os tipos de análises possíveis de serem obtidas. A seguir, listamos as principais e mais importantes para seu negócio:

NDVI – Medindo as condições de vegetação

O NDVI – Normalized Difference Vegetation Index (que em português é chamado de Índice de Diferença de Vegetação Normalizada ) é gerado por meio de imagens obtidas por sensores remotos, como satélites e drones.
Ele é o mais popular dos índices, já que é utilizado na agricultura para medir a condição da vegetação em uma área. Desta forma, se torna de grande importância para análises inteligentes na agricultura.

O índice é obtido após o satélite captar a quantidade de energia refletida pela superfície terrestre em certos pontos do espectro eletromagnético (uma faixa de níveis de energia). A vegetação pode refletir mais ou menos energia, dependendo da sua saúde ou outras características, como o tamanho das folhas.

O NDVI pode variar de -1 à 1 (bandas Infravermelho e Vermelho).

ndvi

EVI – Analisando regiões mais saturadas

Enhanced Vegetation Index, mas por aqui ele é chamado de Índice de Vegetação Melhorado. O EVI tem sua função muito parecida com a do NDVI. A diferença entre estes índices é que o EVI é mais recomendado para áreas com alta vegetação, já que utiliza a banda do azul para descontar influências atmosféricas no índice.

evi

obs

SAVI – Verificando áreas de baixa vegetação

Em locais onde há uma grande exposição do solo (baixa vegetação), é recomendado o uso do Soil Adjusted Vegetation Index, ou Índice de Vegetação Ajustada do Solo, junto ao NDVI. Nestas situações, o índice de NDVI é prejudicado pela reflexão das ondas eletromagnéticas pelo solo.

O índice SAVI nada mais é que a análise de NDVI com fatores de ajuste no cálculo que buscam evitar este problema. É importante ressaltar, porém, que seu uso é complementar ao NDVI, já que a análise é considerada melhor apenas em certas ocasiões.

savi

NDMI – Determinando a umidade da vegetação

A Normalized Difference Moisture Index ou Índice de Diferença de Umidade de Normalizada, informa sobre a umidade da região avaliada, como o próprio nome sugere.

Ela é calculada graças aos efeitos que a umidade da vegetação provoca na relação entre o fluxo de radiação
que incide e o fluxo de radiação que é refletido. Isso causa uma variação na informação que é captada pelos
sensores dos satélites.

ndmi

Vale ressaltar que não é possível calcular o índice de NDMI para imagens vindas de satélites Rapideye ou
Planetscope, já que eles não possuem sensores que captam ondas menores de 1.500 nanômetros.

BUSCANDO RESULTADOS

Os indicadores permitem um acompanhamento da evolução da safra e podem revelar problemas no crescimento da planta, na umidade e na temperatura, que precisam ser analisados e resolvidos para evitar perda no resultado final da safra.

Uma das vantagens dos sistemas de sensoriamento remoto, é a possibilidade de analisar o terreno sem precisar ir a campo para perceber o problema. Os índices também são excelentes aliados à outros sistemas, como o monitoramento de pragas, de solo e de irrigação. As tecnologias combinadas permitem uma análise melhor e mais assertiva, mas são apenas indicativos das condições de cada área.

É preciso que o produtor saiba como ler os resultados e encontre as melhores soluções para os problemas apresentados. Portanto, ele deve estar sempre atento, buscando se atualizar e transformando dados em informação e informação em ações de melhoria. É essencial, também, ter cuidado ao escolher um fornecedor tecnológico. Além de conhecer o produto, este aliado deve ser um parceiro de confiança, que vai ajudar na tomada de decisão.

A escolha de empresas que prestam serviço de qualidade, possibilita um planejamento e gerenciamento completo, além de uma visão a longo prazo do negócio.

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