Soja: Formação do preço da nova safra do Brasil está sem referência

Por Carla Mendes - Notícias Agrícolas

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Os produtores brasileiros de soja deverão iniciar a safra 2018/19 com um cenário de combinadas incertezas que já afetam sua tomada de decisões, principalmente em relação à comercialização. As vendas antecipadas da temporada 2018/19 não fluem como deveriam dada uma falta de referência para a formação dos preços em meio a tantas situações que ainda precisam ser definidas.

Entre elas, a que mais tem pesado para os sojicultores é a questão dos fretes. Com a incerteza sobre o custo logístico que irão assumir, tanto a ponta vendedora, quanto a compradora estão bastante cautelosas na hora de definirem e firmarem novos contratos, mantendo os negócios ainda bastante travados.

Como relatou o presidente do Sindicato Rural de Querência, em Mato Grosso, Osmar Frizzo, os negócios não só com a soja da safra nova, mas também com o milho safrinha estão travados na região por conta dos fretes, e os negócios são apenas pontuais. A situação se repete em todas as regiões produtoras do Brasil.

“Tem que ter cautela ainda, é preciso resolver essa questão do frete que está pegando agora. Temos um dólar alto, que traz um preço razoável para a soja, mas o frete está tirando isso”, explica Frizzo.

Na região, há apenas cerca de 20% de fixação da safra nova, um número baixo para esta época do ano em relação aos anteriores e o quadro preocupa. “O produtor precisa fixar um pouco mais para garantir os custos da lavoura. Então, ele está, com certeza, preocupado com isso”, diz o presidente do sindicato.

Complementando o cenário de incertezas, há ainda as expectativas para as eleições presidenciais que ocorrem em outubro deste ano, os impactos que podem exercer sobre o andamento da economia e, principalmente do dólar, e a famigerada guerra comercial entre China e Estados Unidos com a soja no centro das disputas entre dois players gigantes deste mercado.

Há rumores de que China e Estados Unidos estariam prestes a voltar a se reunir para discutir as questões tarifárias, porém, as informações ainda não se confirmaram por fontes do governo Donald Trump. A fragilidade da informação, porém, já provoca uma baixa de mais de 1% nos preços da soja em Chicago após ganhos de mais de 3% na sessão anterior e máximas de um mês.

“A ARC lembra que as possibilidades de reabertura de negociações entre Trump e Xi Jinping ainda são apenas boatos. Nenhuma fonte do governo norte-americano nos confirmou tal inclinação”, diz o boletim diário da AgResource Mercosul.

Assim, as próximas decisões dos produtores brasileiros deverão ser tomadas ainda com cautela e com perspicácia para que as pontuais oportunidades sejam bem aproveitadas. Essa é a máxima comum entre seis especialistas ouvidos pelo Notícias Agrícolas.

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