Utilização de drones decola no Brasil

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Os Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants) e/ou Drones dispararam em popularidade. A tecnologia, desenvolvida nos Estados Unidos para fins militares, adequou-se a diversas funcionalidades e tem se consolidado como aliada de alguns setores em todo o mundo.

No agronegócio, por exemplo, os drones têm revolucionado as rotinas do campo ao viabilizar o monitoramento aéreo de práticas agrícolas. A expectativa é de que a recente regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), publicada mês passado, favoreça a expansão do mercado no País – hoje estimado entre 50 mil e 100 mil unidades, embora não haja um levantamento oficial.

Até agora, existem duas grandes categorias de drones: o de asas fixas (com autonomia maior de voo e cobertura de grandes extensões) e os multicópteros ou multirotores (para trabalhos em áreas menores e com menor autonomia de voo). No entanto, os avanços recentes levaram a uma terceira categoria: drones híbridos, que combina o melhor dos dois.

De acordo com o diretor da Tech Drones, Guilherme de Melo Freitas, em Belo Horizonte o custo da tecnologia gira em torno de R$ 5 mil a R$ 40 mil – versões recreativas. As comerciais já ultrapassam R$ 300 mil, levando em conta o software necessário para o processamento das imagens.

Clientes – Segundo Freitas, que é engenheiro civil, pós-graduado em engenharia de telecomunicações, engenharia econômica e marketing, os principais segmentos que hoje utilizam os drones em Minas Gerais são mineração, construção civil, agricultura e meio ambiente, ainda que tenham “infinitas aplicações e possibilidades”, como pelas prefeituras, para cadastro multifinalitários (levantamento de redes pluviais e elétricas).

Ele também estima existir em operação no Brasil mais de 700 empresas especializadas na prestação de serviços com o instrumento. O engenheiro diz que, no País, eles chegaram com mais força há 10 anos. De início, com propósito mais recreativo. Só algum tempo depois, passaram a ter uso comercial. Mas, de um ano para cá, ele percebeu um boom neste mercado e atribui o crescimento acelerado aos benefícios diretos proporcionados.

Entre as principais vantagens do uso dos drones com suas imagens de alta qualidade, Freitas cita a otimização dos custos (economia em relação aos métodos convencionais que pode chegar a 35%), agilidade na execução do trabalho, precisão técnica e rapidez dos resultados (georreferenciados).

“Na minha empresa presto serviços diversos com drones, como voos em área de difícil acesso, informação geoespacial, monitoramento periódico e, a cada dia, é uma tecnologia nova. Não é fácil acompanhar tanta inovação”, diz. O engenheiro também faz parte de um grupo privado em Minas Gerais (Grupo de Dronáticos) que reúne cerca de 150 pessoas, com pelo menos um drone por integrante, sendo que há quem tenha até três. Não é à toa que vê no equipamento uma solução prática extraordinária, que se tornará cada vez mais usual e corriqueira.

Mas o especialista também adverte aos interessados que, antes de contratar um serviço, é preciso buscar empresas sérias que ofereçam consultoria especializada – ou, se a intenção é adquirir um, procurarem se informar a respeito, estudar as normas e regulamentações, e buscar um curso de pilotagem. “Há riscos que não devem ser negligenciados”, afirma.

Fonte: Diário do Comércio

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