Você conhece as 3 leis gerais da adubação?

0

Artigo publicado originalmente no portal Café Point

 

Diversos princípios ou leis têm sido propostos, há séculos, para estabelecer a relação entre a produção das culturas e a quantidade e proporção dos elementos essenciais fornecidos. Essas leis são conhecidas como “Leis Gerais da Adubação” e explicam como a adubação interfere na produção das lavouras. O conhecimento dessas leis é fundamental para reduzir os gastos com fertilizantes.

1- Lei do mínimo: “O crescimento e a produção das lavouras são limitados pelo nutriente que se encontra em menor quantidade no solo”. Essa lei foi proposta por Liebig em 1843. Portanto, quando se pensa em adubação, deve-se pensar em equilíbrio entre os nutrientes.  Não adianta gastar fortunas com NPK, se as quantidades de magnésio, ou enxofre, são baixas no solo.

2- Lei de Mitscherlich ou dos incrementos decrescentes: “Quando se aplicam doses crescentes de um nutriente, o aumento na produção é elevado inicialmente, mas decresce sucessivamente”. Mitscherlich observou que, elevando progressivamente as doses do nutriente deficiente no solo, a produção aumentava rapidamente no início. Entretanto, esses aumentos tornavam-se cada vez menores.  Esse é um erro comum e que, na maioria das vezes, é difícil de ser notado.A figura abaixo mostra graficamente esta lei:lei adubagem

Quando não aplicamos o nutriente (D0), conseguimos uma produção irrisória. Ao elevar a dose aplicada, a produção vai aumentando de forma linear, até atingir a dose D1 (Região A). A partir desse ponto, as respostas à adição do nutriente são cada vez menores, até que a produção não aumenta mais, mesmo com a aplicação de grande quantidade de nutriente (Região B). A partir da dose D2, as quantidades ficam tão elevadas que ocorre efeito negativo do nutriente e a produção começa a diminuir (Região C).

Essa lei demonstra que, na prática, devemos trabalhar na Região A, também chamada de região de elevada probabilidade de resposta. A dose D1 é aquela de maior eficiência econômica. Essa é a dose a ser aplicada. Doses muito acima desta, certamente trarão prejuízo. Não adianta aplicar fertilizante indefinidamente. Esse é um erro comum e que, na maioria das vezes, é difícil de ser notado. Se aplicarmos uma dose intermediária entre D1 e D2, iremos atingir elevada produção, mas com um gasto muito maior do que o necessário.

3- Lei do máximo: “O excesso de um nutriente no solo reduz a eficácia de outros e, por conseguinte, pode diminuir o rendimento das colheitas.” Essa lei representa a Região C da lei de Mitscherlich. Em outras palavras, a dose de determinado nutriente pode ser tão elevada, que causa toxidez do próprio nutriente ou inibe a ação de outro, reduzindo a produção da cultura. Esse é o caso típico da aplicação de fertilizantes sem o prévio conhecimento da real necessidade. Em café, podem-se encontrar, entre outras, a toxidez causada por excesso de boro.

Fonte: Cafe Point

Leia também: 3 Principais Benefícios Do Sistema De Plantio Direto. Acompanhe nossas redes sociais em FacebookInstagramLinkedIn e Youtube.

você pode gostar também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.